Perú

11 a 21 de Setembro de 2013

Itinerário : Lima-Cusco-Machu Picchu- Puno

LIMA

Depois de um voo de Cancun com escala no Panamá, chego ao aeroporto internacional de Lima.

As primeiras diferenças que sinto são de temperatura, já não estava acostumado a usar roupas para o frio, depois de 2 meses em Portugal com temperaturas médias de 25 graus e acostumado igualmente ao calor infernal de Cancun.

Tinha a morada da pessoa que me ia hospedar em Lima, Av. La Costanera, entre Escardo e La Paz, pego o taxi para sua casa, o taxista pergunta-me bem surpreso se eu ia mesmo ficar ali, pois o bairro em questão não era para turistas nem era dos mais famosos em termos de seguranca. Ligo para a Vivi e me diz que está noutra casa de amigos, dirigo-me para lá onde sou recebido com um sorriso contagiante por ela, sua amiga Cindy e outro Couchsurfer Mathias da Suiça.

Como forma de agradecimento trouxe para cathy uma garrafa de Mezcal, bebida típica Mexicana, a qual na primeira noite em conjunto com conversas, risos e partilhas de histórias de viagens ficou vazia. Nesta primeira noite experimento uma bebida típica Peruana, Pisco Sour, uma bebida feita com Pisco(aguardente de uva), sumo de limão, jarabe de goma, clara de ovo, gelo e canela.

No dia seguinte acordo bem cedo, e pego um autocarro para o centro por 1,5 soles ( Nuevo Sol é a moeda oficial, 1 € = 3,75 Soles) e vou em direcção ao centro histórico de Lima. Lima com 7,6 milhões de habitantes é uma capital um pouco caótica ao nível do trânsito, no entanto o seu centro histórico está muito bem organizado e com inúmeros monumentos dos quais posso destacar o Convento de São Francisco, Património da Unesco, o qual tive a oportunidade de visitar, bem como as diversas varandas das épocas coloniais e republicanas que conferem a Lima uma característica muito peculiar.

Na sexta-feira encontro-me com Francisco Gayoso que já tinha hospedado em Cancun, tendo ficado combinado um jogo de ténis no Perú, o que aconteceu. Francisco foi ao meu encontro a San Miguel com o seu carro e fomos jogar ténis num distrito de Lima muito diferente de tudo o resto – Miraflores. O resultado não interessa (ganhei pois claro EHEH), mas o convívio foi excelente pois após o jogo fomos almoçar um ceviche típico do Peru, trata-se de um prato de peixe ou marisco marinado em frutas cítricas como o limão e a lima.

Como gostei de Miraflores decido ficar hospedado num Hostal mesmo no centro, perto do Parque Kennedy, onde fico 2 dias e aproveito para descobrir o malecón de Miraflores e Barranco, este último, outro distrito de Lima, ainda contendo vestígios de ocupação maioritariamente de pescadores, onde se sente uma atmosfera descontraída e onde o Surf é um dos desportos mais vistos.

Na Sexta-feira decido ir a um encontro CS (Couchsurfing) chamado Limabel, trata-se de um intercambio de idiomas com locais e estrangeiros a viajar na cidade. Conheço alguns locais que falam bem português e inclusive um desses peruanos, Nelson Cruz, com excelentes conhecimentos da cultura portuguesa e de algumas das diferenças do português de Portugal e do Brasil, facto que me impressiona, pois é das poucas pessoas que me fala de Mariza, Fado, Amália Rodrigues, etc.

FOTOS DE LIMA E ARREDORES

CUSCO e MACHU PICCHU

Eu e Mathias, o CSer que conheci em Lima originário da Suiça, decidimos ir juntos a Cusco e voamos na Segunda-Feira.

Cusco é uma das cidades mais importantes do Perú com 300.000 habitantes e que está situada no Sudeste do Vale Sagrado dos Incas, na região dos Andes com uma altitude de 3400 metros. Cusco foi igualmente o mais importante centro administrativo e cultural do Império Inca.

Chegando a Cusco sinto umas súbitas dores de cabeça bem fortes, respiração mais curta e náuseas, tudo derivado da altitude.

Para me ir habituando fui tomando e mascando folhas de coca que ajudam a minimizar os efeitos da altitude pois eram utlizados pelos andinos como estimulante e também para controlar as sensações de sede, fome e frio. Neste primeiro dia fico hospedado com meu companheiro de viagem Mathias num Hostel por 15 soles cada um, ou seja, 4, 5 € por noite a apenas 2 quadras da plaza de armas, a praça principal de Cusco.

Aproveitamos para ir ao Mercado local onde entramos numa taberna típica onde os únicos estrangeiros somos nós e tomamos uma cerveja,  de marca Cusquenha, isto sim é o que me faz viajar, estar com os locais nos locais onde só eles estão!!

No segundo dia levanto-me cedo e faço o city tour da cidade, onde tenho a oportunidade de ir ao Cristo Branco, onde obtenho um panorama da cidade excelente. No terceiro dia, ao contrário do meu companheiro de viagem que se deita às 6 da manha, eu prefiro acordar a essa hora e aproveitar os raios de sol e explorar o Vale Sagrado. Decido ir por minha conta a Pisaq, um dos locais arquelógicos mais importantes do Vale Sagrado dos Incas.

Ao quarto dia estava reservado o auge da viagem, a cereja sobre o bolo, que não era mais do que a subida ao Machu Picchu. Depois de alguma pesquisa eu e Mathias decidimos fazer o tour misto con Van e caminhada, 2 dias 1 noite ficando hospedados em Águas Calientes ou Machu Picchu Pueblo. Depois de 7 horas de Van fico ao lado de uma espanhola e um Australiano, onde as estradas são esculpidas nas montanhas e onde a vista para além de incrível é tremendamente assustadora, finalmente chegamos a Central Termoeléctrica.

Daí espera-nos uma caminhada de 2 a 3 horas até Machu Picchu Pueblo. Começamos a caminhada de dia, eu Mathias, as duas espanholas e o Australiano, no entanto, passado uma hora escurece e nao se consegue ver um palmo á frente, entretanto perco os meus companheiros de viagem mas isso nao me afecta, pois de imediato encontro um polaco que tinha uma lanterna no capacete e juntos fazemos o restante caminho. Sente-se algo especial por aqui, uma energia contagiante, um contacto real com a natureza e com os antepassados e os limites do cansaço deixam de existir quando ao longe avistamos vestígios de civilização . Os únicos ruídos que se escutam são as nossas conversas esporádicas sobre Polónia, Portugal e os propósitos de cada um nas viagens que fazemos. Chegando a Machu Pichu Pueblo somos acomodados no mesmo Hostal eu Mathias e o Australiano que depois da caminhada segue conosco para todo o lado, tornando-se no nosso novo companheiro de viagem.

Depois de 7 horas de Van, 2.5 horas de caminhada, jantamos juntos coms 3 Israelitas que fizeram a viagem conosco e que rapidamente integram a boa vibra do grupo, mesmo apesar das dificuldades que tem em falar espanhol ou inglês. Estas 3 Israelitas com idades entre 21 e 22 anos estavam viajando pela América do Sul por 5 meses após terem cumprido 2 anos de serviço militar obrigatório, sendo que para homens é de 3 anos. Das nacionalidades que mais encontro a viajar por largos períodos são Australianos e Israelitas, curiosamente sou sempre o primeiro Português que conhecem, por brincadeira digo que somos cerca de 10,5 milhões por isso ainda falta conhecer alguns HEHEHE!!!

No dia seguinte acordamos às 3h30 da madrugada para iniciar uma caminhada a pique de cerca de 7 km, poderia ter optado pelo minibus que levaria cerca de 30 min e subiria em zigzagues pela montanha, no entanto opto por fazer a caminhada que me durou cerca de 1 h e 10 min, aproveitando para ver o deslumbrante pôr do sol no meio da montanha.  Apesar de não estar fisicamente a 100% cheguei ao cume da montanha desgastado, mas com a sensacão gratificante de ter diante de mim uma das 7 maravilhas do mundo e de ter feito um enorme esforo para o alcançar.

Machu Picchu é também chamada a cidade perdida dos Incas. Está situada a 2400 metros de altitude. A vista que obtenho ao chegar é deslumbrante e ás 6 da manha o sol ainda está ténue e há relativamente poucas pessoas o que permite disfrutar do lugar na sua quase plenitude. O concretizar de mais um sonho foi feito e sinto-me grato a Deus e à minha família e amigos por ter a oportunidade de poder presenciar tamanha beleza e pòder compartilhar com vocês.

Depois de inúmeros antropólogos e historiadores de diferentes nacionalidades terem tentado descobrir a cidade perdida dos  Incas, foi o Prof. Hiran Bingham da Univ. de Yale que redescobriu e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de Julho de 1911.

Enquanto inspeccionava as ruínas, Bingham assombrado escreveu no seu diário “Would anyone believe what i found?” (Acreditará alguém no que encontrei?)

Depois de 2 horas com explicacão por um guia, temos outras 2 horas para explorar o sítio arquelógico, decido fazê-lo em conjunto com outro companheiro de viagem, Diego, Argentino de Rosário, a cidade do Messi. Para chegar de novo á Central Termoeléctrica, pegamos um trem de aproximadamente 1 hora e depois mais 8 horas de caminho até Cusco nos esperam. Pensava ir nesse dia directo á Bolívia, no entanto, todo o cansaço acumulado das caminhadas e viagens de Van, fazem-me optar por ir no dia seguinte para uma outra cidade Peruana a 7 horas de distancia chamada Puno.

FOTOS DE CUSCO MACHU PICCHU E PISAQ

PUNO

Puno é uma provincia e cidade no Sul do Perú e que está situada ás margens do lago Titicaca. Este lago não é importante só por ser o lago navegável com mais altura do mundo  mas também devido á mitologia andina, pois segundo a lenda, das suas águas emergiram Manco Cápac e Mama Ocllo, filhos do Deus Sol e fundadores do Império Inca. A Bolívia e o Perú compartilham a soberania deste lago localizado a 3810 metros sobre o nível do mar.

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2 thoughts on “Perú

  1. Olá Ricardo, gostei da publicação no teu blogue. Espero tenhas gostado do meu país que ainda tem muitos mistérios por descobrir.
    Volta quando quiseres, recomendo-te visitar as Linhas de Nazca (Lineas de Nazca)
    Um abraço!!!

    http://nelsonhdcruz.blogspot.com/2008/07/magia-e-omistrio-das-linhas-de-nazca.html

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