Bolívia

22 a 27 de Setembro de 2013

LA PAZ

Saindo de Puno-Peru bem cedo, chego a Copacabana-fronteira  com Bolivia, pelas 12h00, saimos todos do autocarro e caminhamos para os procedimentos normais, migratórios e de aduana. Cruzar uma fronteira a pé tem sempre algo de especial pois estás caminhando até uma parte que é “terra de ninguém” e nem sempre as coisas se passam como esperamos, exemplo disso foi 1 colombiano que viajava comigo, que pelo facto de não ter a morada onde ia ficar na Bolivia, teve que sair do autocarro e regressar ao Perú a um lugar onde tivesse Internet para que pudesse resolver esse problema. Felizmente, nós europeus ainda temos a vantagem de ainda poder viajar por quase todo o lado com apenas o passaporte. Depois de passar a fronteira, trocamos de autocarro, para um bem menos confortavel, esperando-me ainda 3 horas de viagem até La Paz.

Antes de chegar a La Paz, entramos em El Alto, onde se situa  o aeroporto. Trata-se de um caos em movimento constante, vendedores por todo o lado, colectivos de vans sucessivos num caos de trânsito impressionante. A altitude aqui é de 4000 metros e é uma cidade constituída  maioritariamente por imigrantes do resto do país, na sua maioria das áreas rurais. Aqui o clima é frio durante todo o ano e mesmo no verão não passa os 17 graus. Baixando as montanhas, começo a ver a cidade de La Paz.

Situada a 3600 metros e altura, conta com 2 milhões de habitantes. Embora Sucre continue sendo legalmente a capital do país, o Governo tem a sua sede no departamento de La Paz.  Fico hospedado no Hostel La Republica por 60 Bolivianos, cerca de 5 euros, bem perto do centro histórico e da praça Murillo. Trata-se sem dúvida do país mais barato que viajei, onde uma viagem de autocarro de 900 km custa 8 €, comer no mercado local um bife panado com puré de batata, arroz e ovo estrelado acompanhado de um suco de ananás custa 1,20€ ..é de facto surreal… já sei…

Aproveito e faço o city tour da cidade de autocarro por …4 €, um recorrido de 2 horas por todos os lugares mais importantes da cidade. Tenho a oportunidade de ir a um dos lugares mais lindos, Valle de la Luna que tem o nome devido ás formações rochosas que se assemelham ao solo da lua.  Trata-se de um vale com um “tapete” de estalagmites que foi provocado pela erosão durante milhares anos. Ao fundo vejo um campo de Golf, algo raro por estas paragens, no entanto, é muito procurado por aficcionados por este desporto, pois devido á altitude a bola atinge distâncias muito mais longas e há muitos Golfistas que aqui vêm para levarem uma certificação que já jogaram no campo mais alto do mundo.

Agora entendo porque muitas das melhores seleções de futebol do mundo, quando vêm jogar à Bolivia têm imensas dificuldades em ganhar, pois correr nesta altitude é algo deveras difícil e a maioria dos locais já estão acostumados o que torna muito mais fácil para estes últimos.

Aproveito o meu último dia em La Paz, para ir a um centro arquelógico “Tiwanaku”, uma civilizacão que desconhecia por completo mas que teve um período A.C. e D.C. muito mais extenso que os Incas e os Maias. Situado a 70 km de La Paz, é considerada a cultura mais importante do período pré-colombiano da Bolívia e o seu nome foi dado pelos Incas quando chegaram à região. No final deste passeio, como pela primeira vez na vida carne de Lama, um animal parecido com a ovelha. O sabor apesar de diferente é comestível, mas certamente nao o irei repetir EHEHEH. Saio de La Paz rumo ao sul da Bolívia, Tarija, uma viagem de 18 horas de autocarro… a mais longa nesta viagem, no entanto em outra viagem anterior fiz uma bem mais longa…, 40 horas…, sim é verdade, quando saí de San SAlvador- El Salvador para Cancún – México, passando por Cidade da Guatemala, Tapachula e depos Cancún.

FOTOS DE EL ALTO E LA PAZ

TARIJA

Depois de 18 horas de autocarro chego a Tarija e vejo uma diferença enorme para La Paz. De facto, as pessoas, as paisagens, são diferentes, já não estou mais nos Andes mas sim na região Altiplana da Bolívia, onde inclusive existe producão de vinho local, o qual, claro está, tive o prazer de degustar, pois as saudades de um bom vinho tinto já eram algumas.

Tarija é uma cidade com 135 mil de habitantes no sul da Bolívia e fica a 1900 metros de altitude acima do nível do mar e diz-se que tem o melhor clima e é famosa pelas suas inúmeras vinhas. Após comversas com locais, constato que o Presidente Evo Morales aqui não é muito popular. Bolívia é actualmente um estado plurinacional, tendo em conta as suas cerca de 40 etnias indígenas onde se destacam os Aimaras e Quechuas. Depois de um referendo em que os habitantes de Tarija votaram a favor da autonomia do seu Estado, tendo em conta que 85 por cento do gás natural Boliviano está nesta província, o presidente rejeitou esse mesmo referendo conforme o que tinha passado igualmente com outros 3 departamentos da Bolívia -Santa Cruz, Beni e Prudo que igualmente sao maioria da oposicão.

Seguramente que Bolívia está entre as minhas próximas opcões de viagem, pois tive muito pouco tempo para o visitar, e possui uma diversidade cultural, natural e além disso é um país com um custo de vida onde facilmente se poderá estar mais de um mês sem muitos gastos.

FOTOS DE TARIJA

Anúncios
Categories: Uncategorized | Deixe um comentário

Navegação de artigos

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

%d bloggers like this: